A caridade sempre esteve presente, em maior ou menor grau, na história da humanidade. As pessoas de um mesmo grupo social se ajudavam, e a partir desta troca se dava o progresso do grupo e dos indivíduos.
O conceito de caridade está presente no mandamento que diz: “amai-vos uns aos outros”. Este é o princípio da caridade: amar e ajudar ao próximo.
Ao longo dos séculos, a caridade foi sendo exercitada por pessoas e grupos que tinham como objetivo fazer o bem ao próximo. Hoje, solidariedade é um termo mais presente na sociedade. É um conceito abrangente que na sua origem está a idéia de caridade.
"Nós temos de fazer tudo para que todos tenham igualmente seus direitos reconhecidos e a sua oportunidade de vida. Todos, sem distinção, todos os seres humanos. A caridade vai nessa direção. E isso é ética. Ética é reconhecer a dignidade do ser humano e agir segundo a dignidade inviolável de cada ser humano. E a caridade ainda inclui justiça social, solidariedade e tudo aquilo que ajuda a promover as pessoas, a libertar as pessoas de todas as suas opressões. No entanto, a justiça sozinha não consegue cuidar das pessoas. Porque a justiça cobra, mas, por essência, não perdoa. A caridade perdoa". (Trecho do discurso do Cardeal Dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, durante a conferência entitulada “Ética e Solidariedade - o verdadeiro conceito de caridade cristã”, em 2002).
O conceito de caridade é um pouco diferente na tradição judaica. Os judeus fazem "tsedacá". A palavra Tsedacá em hebraico significa na realidade "um ato de justiça". Dar Tsedacá é algo que se deve fazer, não como um ato de bondade, mas como um dever e obrigação, tal como pagar uma dívida. Quando um judeu faz uma contribuição em dinheiro, tempo ou recursos aos necessitados, está fazendo aquilo que é certo e justo. A forma mais elevada de "Tsedacá" é a contribuição anônima, na qual aquele que se beneficia desconhece o doador e nem mesmo sabe a quem agradecer, a não ser a D'us
Independente de data específica ou de crenças religiosas, a caridade deve ser praticada cotidianamente. Madre Teresa de Calcutá, que ganhou Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho, dedicou toda a sua vida para trazer conforto e bem estar aos mais necessitados. Francisco da Silva Xavier, ou Chico Xavier, como ficou conhecido, também trabalhou toda a vida para propagar o bem e a caridade, através dos preceitos da doutrina espírita.
No Brasil, o dia 19 de julho tornou-se oficialmente o Dia da Caridade através da Lei nº 5.063, de 1966, por decreto do então presidente Humberto Castelo Branco. Ironicamente, em plena ditadura militar.
Ajudar o próximo, promover a inclusão social, diminuir de alguma forma o sofrimento das pessoas, tudo isso é ser caridoso. Pratique a caridade todos os dias!